
06/06/2009 - 13h49 Aeronáutica anuncia resgate de dois corpos do voo da Air FranceCarlos Madeiro Especial para o UOL Notícias Em Recife Depois de cinco dias de buscas sem sucesso, o Comando da Aeronáutica informou que a operação deste sábado (6) encontrou dois corpos do sexo masculino de passageiros do Airbus A330, que caiu no oceano Atlântico na noite do último domingo (31).
"Às 8h14 deste sábado, tivemos a confirmação do resgate de peças e corpos que pertenciam ao voo da Air France", afirmou o coronel Jorge Amaral, vice-chefe do Centro de comunicação da Aeronáutica, em entrevista coletiva no Cindacta 3, em Recife.
O primeiro corpo foi recolhido às 9h30 e o segundo, às 11h13. Também foram encontradas uma maleta e uma mochila com um bilhete de vacinação, uma poltrona azul, com o número de série, e uma pasta com um bilhete de voo. Estes foram os primeiros resultados concretos da operação de busca.
"Outros objetos, como máscaras de passageiros e outros materiais, estão sendo recolhidos. A Marinha já tinha encontrado vestígios no local. Há possibilidade de existirem mais objetos. Às 19h, traremos mais detalhes", afirmou o coronel Jorge Amaral.
Segundo a Marinha, os dois corpos foram encontrados a cerca de 900km de Fernando de Noronha. Logo que foram recolhidos por um navio corveta, o comando das buscas enviou os outros navios à região para resgate do material.
Por conta da maior velocidade, a fragata "Constituição" será responsável pelo transporte dos corpos e destroços. "A fragata deve se deslocar 600 km, e um helicóptero sairá de Fernando de Noronha para buscar esses corpos no navio. A previsão é que esses corpos estejam lá no início da manhã deste domingo", disse o vice-almirante Edison Lawrence, comandante do 3° Distrito Naval.
Segundo a Aeronáutica, a partir de agora a fase de buscas se "superpõe à de resgate". "Esperamos que esses corpos sejam rapidamente transportados. O trabalho de identificação será feito em Recife, e não em Noronha", afirmou o major-brigadeiro Josuá Costa, segundo comandante aéreo regional. Mais detalhes só serão repassados às 19 horas, quando a operação de busca deste sábado acabar.
Segundo Jorge Amaral, a visualização dos corpos e destroços foi possível graças ao bom tempo. "Avistamentos foram feitos durante a semana, mas não poderíamos falar antes da confirmação, o que aconteceu hoje. Tivemos resultados positivos, o que traz para nós a certeza de que o trabalho foi bem conduzido", disse o coronel.
A Aeronáutica também descartou a possibilidade de sobreviventes. "Queríamos achar sobreviventes, principalmente na primeira fase, mas não foi possível".
Fernando de Noronha Neste sábado, a movimentação também foi intensa em Fernando de Noronha, de onde partem os aviões de busca. Cinco peritos da Polícia Federal desembarcaram no arquipélago nesta manhã para dar início a necropsia dos corpos encontrados. Em seguida, eles devem ser trazidos até o Instituto Médico Legal do Recife.
Na próxima segunda-feira (8), uma missa será realizada na Igreja da Nossa Senhora dos Remédios, em Fernando de Noronha, em homenagem às vítimas no acidente do voo AF 447, da Air France.
Buscas As buscas deste sábado tiveram início por volta das 3h da manhã, quando a aeronave R-99 fez um voo sobre a região onde supostamente estariam destroços do avião, avistados na terça-feira (2) - entre eles, uma poltrona e uma possível peça de fuselagem de 7 metros. O avião é equipado com um radar responsável pelo rastreamento noturno de objetos no oceano.
Para este fim de semana, as operações contam com 14 aviões (dois deles franceses) e cinco navios, dos quais dois chegaram à região dos destroços hoje. 
Crescimento dos evangélicos pode mudar o Brasil, publica ÉpocaPostada em: quinta-feira, 28 de maio de 2009 12:27h BRASIL - A edição de aniversário da Revista Época, publicada em 25 de maio, apresenta uma série de matérias com previsões para o Brasil em 2020.
O crescimento evangélico é abordado em uma das matérias. Baseado em dados estatísticos do SEPAL (1) , estima-se que 50% da população brasileira poderá ser evangélica. E se a previsão se cumprir, o aumento no número de fiéis ajudará a mudar a "cara" do país. Uma das hipóteses para o crescimento dos evangélicos, segundo a matéria, é a flexibilização e adaptação à sociedade. Para a revista, a influência evangélica em 2020 contribuirá para a diminuição no consumo do álcool, o aumento da escolaridade e a diminuição no número de lares desfeitos, já que a família é prioridade para os evangélicos. No entanto, não se sabe se a violência deve continuar a acontecer. Como isso pode acontecer sem infringir princípios básicos da fé, deve ser uma reflexão para os cristãos. (1) Serviço de Evangelização para a América Latina. Fonte: Portas Abertas FG News : Crescimento dos evangélicos pode mudar o Brasil, publica Época | | em 28/05/2009 14:00:00 (40 leituras) | A edição de aniversário da Revista Época, publicada em 25 de maio, apresenta uma série de matérias com previsões para o Brasil em 2020. O crescimento evangélico é abordado em uma das matérias. Baseado em dados estatísticos do SEPAL, estima-se que 50% da população brasileira poderá ser evangélica. Para a revista, a influência evangélica em 2020 contribuirá para a diminuição no consumo do álcool, o aumento da escolaridade e a diminuição no número de lares desfeitos, já que a família é prioridade para os evangélicos.
Confira matéria abaixo:
Metade do Brasil será evangélica?
O Serviço de Evangelização para a América Latina, organização protestante de estudos teológicos conhecida pela sigla Sepal, fez, recentemente, uma estimativa surpreendente: de que a metade dos brasileiros será evangélica em 2020. A projeção baseia-se na premissa de que a taxa de crescimento dessa religião na próxima década continue a mesma dos últimos 40 anos. Em 1960, os evangélicos eram apenas 4% da população. Hoje, na falta de estatísticas recentes, estima-se que sejam quase 24%. Agora os estudiosos do Sepal preveem que em 12 anos essa proporção poderá dobrar. Seria um salto enorme.
A partir do crescimento numérico, outro fenômeno parece se delinear no horizonte: o aumento da influência desses fiéis em todas as esferas da vida brasileira. Para teólogos e antropólogos ouvidos por ÉPOCA, os evangélicos não vão apenas mudar a sociedade brasileira. Eles mudarão com ela. A antropóloga Christina Vital, do Instituto de Estudos da Religião (Iser), diz que a igreja evangélica caminha para uma flexibilização. "Enquanto a Igreja Católica vai dizendo ‘não pode camisinha', a igreja evangélica vai se adaptando à sociedade. Essa flexibilidade é justamente o fator de crescimento deles", afirma. Os evangélicos adotaram regras menos rígidas e passaram a buscar a religião não só como forma de subir aos céus, mas também de alcançar a prosperidade. "O movimento adapta-se aos costumes, o que deverá continuar nos próximos anos. Hoje já temos igrejas evangélicas que aceitam gays", diz Christina.
A transformação evangélica inclui o aparecimento de um fiel diferente do crente com a Bíblia embaixo do braço. "Já começam a surgir os evangélicos não praticantes. Isso acontece com toda religião que cresce muito", diz o antropólogo Ari Pedro Oro, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, especializado em religião. Esses não praticantes podem fazer diminuir a média de R$ 32 mensais pagos de dízimo às igrejas evangélicas, o que fará com que o poderio financeiro do grupo não cresça mais em ritmo frenético.
Uma população maior de evangélicos não significa, ainda, que nos próximos dez anos eles elegerão um presidente da República, pretensão frequentemente atribuída ao grupo. Apesar de o líder da Igreja Universal, bispo Macedo, ter escrito em seu livro Plano de poder que "a potencialidade numérica dos evangélicos pode decidir qualquer pleito eletivo", hoje isso não acontece. Embora sejam 23,8% da população, os evangélicos têm apenas 7,2% da Câmara Federal. Dos 81 senadores, dois apenas são da Frente Evangélica.
Para Oro, o Brasil de 2020 não será uma espécie de Estados Unidos atual, onde a moral conservadora é parte essencial da crença e do culto. "A religião foi abrasileirada. Não tem um foco tão grande no moralismo", afirma. Os estudiosos do protestantismo dão como certo que o aumento da população evangélica levará à diminuição no consumo de álcool (todas as denominações protestantes pregam contra ele) e preveem que a escolaridade aumente, já que crianças protestantes são incentivadas a ler a Bíblia. A violência, porém, deverá prosseguir. Nas favelas do Rio de Janeiro, pastores e traficantes convivem lado a lado. Os delinquentes respeitam os líderes evangélicos e atendem apelos eventuais. Mas o tráfico continua. E mata.
O que vai mudar na sociedade brasileira se houver mais evangélicos
EDUCAÇÃO
Para ter acesso à Bíblia, a escolaridade será mais valorizada
FAMÍLIA Como a família é prioridade, o número de lares desfeitos poderá diminuir
ÁLCOOL E DROGAS Evangélicos não bebem nem se drogam. O consumo cairá
VIOLÊNCIA É incerto se um Brasil mais evangélico será menos violento

|
FG News : Jornal Nacional apresenta série de reportagens sobre obras sociais de igrejas evangélicas presentes no Brasil |
O Jornal Nacional está apresentando esta semana, uma série de reportagens sobre obras sociais de algumas das dezenas de igrejas evangélicas presentes no Brasil. Nesta quarta-feira, o jornal vai mostrar como a vida de moradores de rua está se transformando por causa do trabalho dos metodistas, em um viaduto de São Paulo.
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), enquanto a população brasileira cresceu 15,5% entre os dois últimos censos, o número de evangélicos dobrou. Hoje, são cerca de 15% dos brasileiros. Como a maioria católica inclui 73% da população, as obras da Igreja Católica são mais conhecidas.
Nesta semana, o Jornal Nacional mostra o trabalho que os evangélicos estão fazendo não só em cidades grandes como o Rio de Janeiro, mas também em comunidades menores, do interior do país, apoiando populações que frequentemente são esquecidas pelo poder público.
A harmonia dos sons vale por uma prece.
"O instrumento, a música e o canto têm uma ligação muito íntima com Deus", afirma o músico Gilberto Oliveira.
Diante da orquestra em um templo da Assembleia de Deus, como ficar de braços cruzados? A Assembleia de Deus é uma igreja brasileira, criada no início do século 20 em Belém do Pará, que tem hoje 8,4 milhões de fiéis espalhados pelo país.
São evangélicos de ramo pentecostal, que acreditam no poder do Espírito Santo e usa a música como oração. Música cheia de fervor.
A Sinfonia da Fé tem origem em um projeto que ajuda crianças, jovens e adultos. Gilberto achava que seria técnico em química. Hoje, toca no culto e também na Orquestra Municipal do Rio de Janeiro.
"Quando a gente está fazendo música, a gente já sente na pele. Às vezes, a gente fica arrepiado. Quando a gente faz a coisa para Deus e dá aquele arrepio, Meu Deus do céu. Esse, Deus recebeu", explica o músico.
Nas oficinas da igreja, ele se descobriu como músico de talento. Uma atividade mantida com uma parte do dízimo, das doações que vem dos fiéis.
"As pessoas costumam ouvir que a igreja só existe para pegar dinheiro do povo, para enganá-lo. Os pastores são tidos como charlatões, pegadores de dinheiro. Mas ninguém vê os acontecimentos sociais que a igreja promove", afirma Nelson dos Anjos, pastor da Assembleia de Deus.
A origem das igrejas evangélicas está no distante Século 16, na decisão de homens como o monge Martinho Lutero e o teólogo João Calvino, em romper com a Igreja Católica.
O primeiro por não concordar com o pagamento das indulgências, a possibilidade que existia, na época, de comprar o perdão divino. O segundo por querer uma grande reforma na organização dos ritos católicos.
O movimento é conhecido como Protestantismo, de onde derivam a imensa maioria dos evangélicos de hoje.
"Com o Lutero, você vai ter toda uma nova teologia muito calcada na interpretação, na leitura da Bíblia. Você tem que assumir para você que está tudo ali na Bíblia. As suas orientações estão na Bíblia para a sua vida", declara a socióloga Maria das Dores Machado.
E está lá escrito: a missão dos cristãos é divulgar a palavra de Deus mundo afora. Os presbiterianos foram para Dourados, no Mato Grosso do Sul, em 1928, para levar o Evangelho, com autorização da Funai, para a maior aldeia do Brasil.
A Igreja Presbiteriana tem origem no Século 16, está no Brasil desde 1859 e tem hoje 980 mil fiéis. É conhecida por reforçar os valores éticos e morais. Na missão Caiuá, um hospital só para eles. Também uma escola, com ênfase evangélica.
Em meio à disputa por terras na região que já dura décadas, o preconceito afastou brancos e índios e dividiu a tribo. Hoje, são dois caciques e nenhum pajé, o líder espiritual. O último morreu há cinco anos. Os chocalhos sagrados dos rituais criaram teias de aranha.
Agora, as doenças são tratadas só no hospital da missão. Na cidade, os índios ainda não são bem recebidos.
"A discriminação e o preconceito são muito fortes", afirma uma índia.
Na escola indígena, os mais velhos tentam não deixar a cultura morrer. Na escola da missão, as aulas dos brancos funcionam como reforço, como ferramenta para entender e transitar no mundo dos brancos.
"Quando você pode ensinar uma criancinha que está ao seu lado, quando você pode curar a ferida de alguém está sofrendo no hospital. Todos esses gestos não são simplesmente de um profissional que está fazendo, mas alguém que tem o ideal de servir e que gostaria, através daquele gesto, alcançar a grandeza e o amor de Deus no seu coração", afirma Benjamim Bernardes, reverendo da Igreja Presbiteriana.
O reverendo Benjamim sabe que, para tudo isso dar certo, uma barreira tem que cair. Afinal, são evangélicos americanos, de língua inglesa, no Brasil da língua portuguesa, trabalhando com índios que falam o caiuá.
Um dos maiores desafios dos missionários foi tentar entender a língua dos índios para poder falar de igual para igual com eles. Mas os religiosos foram além. Conseguiram registrar pela primeira vez, por escrito, a gramática da língua kaiwá. Ainda produziram um livro. De texto estranho, sagrado. É a Bíblia feita para os índios e escrita na língua deles.
"Deus me chamou para isso", conta a missionária inglesa Audrey Taylor.
É o trabalho de uma vida. Audrey começou decifrando gestos e ruídos. Agora, divulga o Evangelho sem precisar de tradução simultânea.
"Eles têm mais valor do que eles pensavam que tinham. A língua está escrita e Deus falou com eles através da Bíblia, na própria língua", esclarece Audrey.
"Eu gostei da parte onde diz que Deus não quer que nenhum dos pequeninos se perca. Assim como ele amou a ovelha perdida, ele ama a todos igualmente. A missão trouxe uma nova realidade para uma comunidade indígena, uma outra vida", revela o índio caiuá Natanael Cárceres.
Ensinar, aprender, proteger e ajudar. Na missão evangélica encravada no cerrado, são os próprios índios os primeiros a reconhecer:
"Foi Deus que mandou a missão, tanto os caciques, os rezadores falam disso também. Se não fosse Deus, o caiuá estaria reduzido, muito reduzido, porque nós íamos morrer tudo", avalia a índia caiuá Valdelice Veron.
"Todos nós podemos fazer algo, por mais simples que seja, desde que haja no nosso coração o desejo sincero de poder servir ao próximo", conclui Benjamim Bernardes.
Na quarta-feira, você vai ver como a vida de moradores de rua está se transformando por causa do trabalho dos metodistas, em um viaduto de São Paulo.
Fonte: Site do Jornal Nacional
|