 O último mês de março, o Brasil assistiu em choque ao documentário Falcão - Meninos do Tráfico, produzido pela Central Única das Favelas, sob a direção do rapper MV Bill. A dura realidade de meninos que dão as costas para a infância e assumem a difícil tarefa de guardar o crime nas favelas das metrópoles do país foi exibida sem glamour. Eles fazem parte de uma engrenagem que está longe de parar e são a principal mão-de-obra de um esquema marcado por mortes sanguinolentas e precoces. Por trás destas histórias estão mães que perderam a guerra contra a sedução do tráfico e enterraram seus filhos. Por isso, Enfoque traz neste especial relatos de mães que perderam seus filhos nesse cenário de dor e descaso público, onde nascer pobre e em uma favela já é motivo para temer. "Mãe, a senhora nunca vai me ver nessa vida, nunca vai me levar um copo d'água na cadeia". As promessas de Leandro a dona Alice não puderam ser cumpridas. Aos 17 anos, cursando a faculdade de Jornalismo e preparando-se para entrar no futebol profissional, ele largou tudo após saber que alguém que estava preso jurou sua família de morte. "A pessoa disse que apenas eu não seria morta, mas que seria expulsa do morro sem roupa e sendo esculachada", relembra Alice. Diante da ameaça, Leandro ingressou no tráfico com o objetivo de defender a mãe. Em oito meses, o adolescente morreu. "Ele era um ótimo filho, ótimo aluno, ótimo jogador, estudava, trabalhava e fazia cursos", conta a mãe.

Ela acredita que a ameaça partiu de um caso mal resolvido com seu filho mais velho, que na época também estava envolvido com o tráfico. Questionado pela mãe, Leandro negava seu envolvimento, mas um dia o encontro dos dois em uma das escadarias da favela foi inevitável. Ao ver o filho como um bandido, ela desmaiou. "Quando acordei, já estava no Miguel Couto (Hospital da Zona Sul do Rio de Janeiro)", relembra. Mesmo desnorteada, Alice diz que nunca rejeitou seu filho. "Muitos me criticavam, mas eu acho que a mãe que tem um filho nessa vida tem de acolher. Não pode negar uma roupa, fechar o coração, porque isso é pior. Tem de buscar ajuda na sociedade, numa psicóloga, numa assistente social". A perda do filho levou parte de Alice, como ela mesma conta. "Eu fiquei contra o mundo, tentei ir para a igreja, e não consegui. Era muita dor. Mas agora estou conseguindo viver".  Dona Julieta também aprendeu a conviver com a saudade. O filho de 30 anos morreu em seus braços, após ser baleado a poucos metros da porta de casa. "O Pedro era trabalhador, como todos os meus filhos, ninguém arrumava uma loja como ele", recorda Julieta. Ela conta que o filho se envolveu com uma mulher que o levou para a vida do crime, onde ficou por três anos até ser assassinado. Ele não usava drogas, mas passou a revender. Negava tudo para a mãe e até a acompanhava na igreja. "Os anos passam, mas a gente não se esquece. Dói muito perder um filho, ainda mais quando ele morre nos seus braços. Eu digo para as mães que têm filhos pequenos tomarem cuidado, porque eu ficava em casa e aconteceu isso. Agora, imagine essas mães que saem para trabalhar e deixam os filhos em casa, sem saber o que fazem?".
"EU SÓ TINHA DEUS COMIGO"
Foi o que aconteceu com Isabel. Ela criou sozinha oito filhos, trabalhou duro para alimentá-los e vesti-los e perdeu três deles para o tráfico. Com dificuldade para falar e perto dos 80 anos de idade, Isabel relata: "Eles se envolveram com certas amizades que não convinham. Foi uma tragédia. Eles não negavam nada, assumiam tudo que faziam. O primeiro que morreu até entrava com a arma dentro de casa. Eu só tinha Deus comigo". Ela também chegou a ir à prisão visitar os filhos e sofreu cada instante do envolvimento deles. Mas a tragédia na família passou para a outra geração. Além dos três filhos, Isabel já perdeu dois netos. Um foi assassinado na favela e outro na prisão. "Parece que nunca tiveram mãe na vida, e justamente uma mãe que tanto sofreu para criá-los. E minha filha passou pela mesma dor", lamenta Isabel.  Na maioria das vezes, entretanto, o envolvimento de crianças e adolescentes com o tráfico é "natural". Os chefes do crime nas favelas não são estranhos. São, antes de tudo, primos, tios, amigos de infância, companheiros de futebol, irmãos. Foi numa relação assim, de intimidade, que Cecília perdeu dois filhos. O primeiro, João, começou levando o filho de um traficante para a escola. "Eu disse a ele que, começando daquele jeito, o fim não iria ser bom", pontua Cecília. Como trabalhava fora para sustentar três filhos que criava sozinha, ela deixava o mais velho cuidando dos outros dois, mas quando voltava, ele estava prestando "favores". Em casa, o menino chegava com bermudas e camisas caras, de marca, um sinal de status na favela.
Depois de ouvir boatos negados por João, Cecília o viu armado e fugindo da polícia em uma das ruas do morro. Numa conversa, ela conta que chorou muito. E ouviu do filho algo que lhe doeu ainda mais: "A senhora trabalha para colocar comida em casa. Não pode me dar as coisas que eu quero". "Como eu era muito nova, pedi que pessoas mais velhas aconselhassem a ele, mas não adiantou. Aos 16 anos, ele foi morto. Na época, meus outros dois filhos estavam com a avó e eu morava no emprego, pois havia sido expulsa do morro por causa dele. Meu filho nem usava droga. Ele gostava de comer bolo com guaraná". Tempos depois de enterrar João, Cecília enterrou o segundo filho, também adolescente, vítima do mesmo mal. "Essa vida não vale a pena. Pelo dinheiro que for, não se tem sossego. Nós, mães, não sabemos se o filho está vivo, não conseguimos dormir, descansar, trabalhar. Perder o meu filho me fez perder o chão". Pastor Valdeci Pereira e Edméia Williams: eles conhecem de perto a realidade enfrentada por mães que vivem em comunidades carentes e marginalizadas
Quem usou a mesma expressão foi Valéria, ao relatar a perda de Samuel, seu filho de 24 anos. "Meu filho era trabalhador. Estava fazendo um curso de informática quando fizeram aquela covardia com ele", lamenta. Segundo ela, tudo começou quando a favela foi invadida por uma outra facção, colocando em risco familiares e amigos dos que lideravam o tráfico local. "Nessa época, as mães tiveram que tirar os filhos do lugar. O lema era esse: ‘se você tem amizade com cicrano ou beltrano, vai pagar'. Foi o que aconteceu com meu filho. Ele tinha amigos de infância no tráfico". Incrédulo sobre o perigo que corria, Samuel recusou-se a sair de casa, pois dizia que era honesto. Quando alguns de seus amigos mudaram de lado, ele levava informações de uma facção para outra. A atitude despertou o ódio de seus adversários, que o liquidaram com dois tiros na cabeça e um no peito. Seu corpo foi encontrado por um primo que soltava pipa no alto do morro. "A primeira coisa que me perguntava era por que Deus havia permitido que aquilo acontecesse com nossa família, se sempre fomos cristãos tão tementes", admite Valéria. Sua recuperação foi lenta, por quase três anos alimentou uma fantasia de que o filho havia sobrevivido e estava escondido. O marido dela nunca mais se recuperou, e dois anos depois da tragédia desenvolveu um câncer que o levou à morte recentemente. Hoje, com oito netos, ela diz que só uma coisa a consola. "O Samuel estava afastado do Senhor quando morreu. Mas eu sei que, quando ele caminhava para o vale da sombra da morte, conversou com Deus e se arrependeu de seus pecados. Ele está com Deus".
DE OLHO NELES
São muitos os sinais que podem levar uma mãe a desconfiar do envolvimento de seu filho no tráfico. O uso de roupas "de marca", para as quais não teria dinheiro para comprar, conversas sobre facções, referência constante aos nomes dos chefes do tráfico, mentiras. Enterrar o filho é o último golpe de uma guerra que começa cedo. A mãe começa a perder o filho no momento em que não pode dar a ele a atenção necessária, nem o acompanhamento adequado. A maioria dos lares em comunidades carentes e marginalizadas é chefiada por mulheres, que precisam trabalhar para manter a casa. Dificilmente, elas recebem ajuda do pai de seus filhos. Sua rotina começa bem cedo, quando deixa a criança na creche e sai para trabalhar. De volta, normalmente à noite, ela tem pouco tempo para dar atenção ao filho. Quando a criança atinge a idade máxima para estar na creche, começa o problema. É o que explica Edméia Williams, escritora e idealizadora de um projeto social com crianças em uma grande favela da zona sul do Rio de Janeiro. "Nessa hora, a mãe fica desesperada. Por isso, nosso projeto trabalha com crianças que saem das creches, para cobrir esse período, a fim de que a criança não fique na rua quando não estiver na escola", conta Edméia. Ela afirma que deixar uma criança sozinha, independente de viver na favela ou não, é sempre um perigo. E, em locais assim, o risco aumenta. "A mãe sai de manhã para trabalhar e fica pensando no filho. Alguma coisa pode acontecer durante o dia e ela não estar ali. A mãe que mora numa comunidade assim vai estar sempre com o rádio ligado, imaginando o que pode acontecer. É muita angústia". Enquanto a mãe está fora, meninos e meninas estão sob forte influência do ambiente em que vivem. É muito comum crianças brincarem de polícia e ladrão. Elas vivem nas brincadeiras o papel de traficantes, policiais, viciados, vapores (menores que vendem a droga), X-9 (aquele que delata) e toda sorte de personagens com os quais possam ter tido contato. Segundo Edméia, a realidade delas também está nos desenhos. "Elas desenham, principalmente, a polícia matando ou cometendo agressões. Também fazem helicópteros com policiais apontando a arma para baixo. Isso está na memória deles". Mas não é só. A missionária Francisca de Fátima Oliveira, que trabalhou por quatro anos em uma favela também da zona sul carioca, lembra que há muitas festas patrocinadas pelo tráfico nestas comunidades, o que desperta nas crianças um sentimento de gratidão e, às vezes, de admiração. "Criança tem uma facilidade de ser seduzida por festas, brindes, brincadeiras, comemorações, celebrações de Natal, Dia das Crianças. Depois de cativar bastante, o traficante pede os favores. Os pequeninos já começam a ser usados a partir de seis anos, em média", afirma Francisca. Ela diz ainda que fica difícil para a mãe impedir essa relação, já que está todo o dia fora. "As mães não têm condição de lidar com essa situação. Além disso, elas ainda chegam estressadas do trabalho. Muitas vezes, estão revoltadas com a vida miserável e cedem à situação ou fecham os olhos. As crianças vêem isso como um apoio dela", completa. Além de sua responsabilidade como mulher, a mãe, muitas vezes, tem de lidar com a ausência de um marido, de um companheiro. A busca por alguém que vai cuidar dela, que vai ampará-la, acaba sendo uma armadilha. "Na maioria das vezes, essas mulheres já vêm de lares desfeitos, e têm o sonho de ter um lar, uma família, construir algo perfeito. E, neste sonho, elas se entregam atrás de amor e proteção, atrás de um braço forte, normalmente o pai que ela não teve. Mas encontra alguém interessado no seu corpo e cede", esclarece Edméia, que também é psicóloga. Ela explica ainda que, após as cobranças, avolumadas, sobretudo pela presença do filho, este homem sai de casa em busca de outra aventura. E a mulher, que agora está só, tem no filho seu melhor amigo. "Quando ela passa a assumir aquela família, ela se torna uma leoa para dar tudo para aquele filho. Só que o sonho de menina de ser amparada não morreu. E ela se entrega para o próximo homem que promete amor. As crianças vão crescendo, e ela não desiste dos filhos". A missionária Adenice Baptista, com o microfone na mão, dirige um culto no presídio com a presença de mães e esposas de presidiários.
TROCA DE PAPÉIS O problema é que os filhos maiores acabam tendo de cuidar dos menores e tornam-se os pais de família. É o que explica a assistente social Maria Aparecida Tonet, coordenadora técnica da Febem, em São Paulo. "A mãe, em alguns casos, substitui a figura do pai pela do adolescente. E ele sente a responsabilidade de homem da casa. Mesmo inconscientemente, há mães que cobram essa atitude do filho", argumenta Maria Aparecida. Isso pode acontecer não só em famílias onde há abandono do pai, mas também onde existe uma presença masculina destorcida, como um padrasto que espanca a mãe e os irmãos. "Muitas crianças sentem a dor da mãe, ao verem o pai beber e gastar dinheiro com outras mulheres. Aí começam a sonhar em dar uma vida melhor para a mãe, e o meio que encontram para isso é o tráfico, é o crime", acrescenta Valdeci Pereira, pastor da Congregação Batista do Morro Dona Marta, no bairro carioca de Botafogo. A perda gradativa do filho para o tráfico leva uma mãe a momentos de muita dor. A prisão é um deles. A capelã prisional da Convenção Batista Carioca, Adenice Baptista, sabe muito bem o que é isso. "É muito difícil para uma mãe entrar em uma delegacia ou presídio para uma visita. Passar pela revista é uma situação vexatória", diz Adenice. Ela conta que muitas confessam não suportar a situação, sobretudo as mais simplórias e idosas. "Há presos que proíbem as mães e esposas de passarem por isso. Na revista, elas têm de se despir completamente, inclusive de suas roupas íntimas, e fazer um exercício de agachamento". Adenice explica que isso se faz necessário, pois há mulheres que levam drogas nos órgãos genitais. Estas são medidas de segurança. Mas o amor de uma mãe pelo filho a leva a passar por tudo isso. Para Maria Aparecida Tonet, a destruição do conceito de autoridade tem forte relação com a situação. "Percebemos grandes lacunas com a questão da autoridade. A escola, que era um lugar de referência, deixou de ser autoridade. O professor não é mais respeitado. A família deixou de ser essa representação de autoridade, e até a Igreja deixou de ser autoridade". A assistente social defende que o menino, especialmente, está tão carente da figura de um pai, de alguém que imponha limites, que o tráfico acaba suprindo essa necessidade. "O menino precisa tanto disso que ele vai buscar. E o tráfico oferece um regramento muito duro. Ele encontrou alguém para regrar, para controlar, para dizer o que tem de fazer. Ele encontrou lá o que não encontrou em casa", adiciona. A identificação é tão forte que o bandido que acompanha esses meninos é chamado de "fiel" por eles. Ele, mais do que a substituição do pai, é um herói, é amigo, é companheiro. "Quando a criança não tem a figura masculina dentro de casa, ela passa a buscar fora alguém que seja forte. E um menino, particularmente, precisa de pai. O próprio Jesus teve um pai terreno, Deus ordenou que José o criasse. A criança que não tem pai cresce manca do coração, cresce aleijada da personalidade, porque existe um lado que falta", argumenta Edméia. Para ela, essa carência vai ser suprida por alguém que ri para ela, que brinca, que faz um agrado, que dá um dinheiro. A psicóloga pontua que ser amado e notado é uma necessidade do ser humano, por isso a urgência de levar aos meninos e meninas dessas comunidades o amor de Deus. "Eu acho que foi para isso que Deus colocou a Igreja na terra. Foi para suprir essa dor. Mas a Igreja tem recuado, ela tem se fechado nos grandes templos, e se esquece que é assim que ela fica limpa, cuidando dos outros", exorta.
HÁ ESPERANÇA
Diante de tanta dor e caos, é difícil vislumbrar uma mudança. A despeito de tantos elementos contrários, há mães que perderam alguns rounds dessa luta, mas venceram a batalha final. É o caso de Maria Luíza. Casada e evangélica, criou os filhos na igreja, tinha um marido responsável, que mantinha toda a casa. "Eu trabalhava para dar as coisas aos meus filhos, garantir um pouquinho de conforto", conta Maria Luíza. Mas a sedução do tráfico alcançou sua filha, Carolina, que chegou a estudar em uma escola bilíngüe. Quando a menina tinha 14 anos de idade, a mulher do chefe do tráfico da favela em que a família de Maria Luíza morava bateu em sua porta para fazer uma reclamação. "Ela disse que minha filha estava saindo com o marido dela". Na hora, foi difícil para a mãe tão dedicada compreender o que estava acontecendo, mas em uma conversa com Carolina, ela descobriu que a filha já estava com o traficante há nove meses. Ela exigiu o fim do relacionamento, mas a filha recusou-se e saiu de casa. Quatro meses depois, grávida, ela pediu para voltar ao convívio da família, mas tornou-se a nova mulher do chefe do tráfico local. Desesperada, Maria Luíza procurou o bandido. "Disse a ele que minha filha não tinha sido criada para ser mulher de bandido, que foi educada para ter uma família honesta, direita", relembra. Não adiantou, o traficante mandou construir uma bela casa no morro para Carolina, onde ela foi morar com o filho. Neste período, Maria Luíza, o marido e o filho viveram um verdadeiro inferno por fazerem oposição ao relacionamento. "Meu pastor foi pressionado a me expulsar da igreja, mas não fez isso. Meu filho teve de sair da comunidade. Eu sofri perseguição, mas enfrentei tudo, porque Deus é Deus", testemunha. Após seis anos de sofrimento e muito choro de Maria Luíza, Carolina vendeu a casa que ganhara, comprou uma outra e se separou do traficante. Tempos depois, ele foi preso e acabou morrendo na prisão. "Minha filha aprendeu uma lição. Meu filho, que tinha praticamente uma vida de ‘playboy', teve de crescer, e hoje é um pai de família e está firme na igreja. Ela também voltou para Jesus. É como diz a Palavra de Deus: ‘o choro pode durar uma noite', no meu caso durou seis anos, ‘mas a alegria chega de manhã'".
Os nomes das mães e dos filhos nesta matéria foram alterados para segurança dos entrevistados
Fonte: Revistainfoque.com.br Histórico Chegamos aos 64 anos no dia 10 do mês de setembro de 2004. Esses anos representam, principalmente, a história da evangelização presbiteriana nas regiões distantes de nossa Pátria.
O início desta história tem data, 10 de setembro de 1940, local, Igreja Presbiteriana Unida de São Paulo (onde ocorreu a organização da JMN). Números: 1 Campo Missionário (1941), Tanabi-SP; 1 Missionário, o licenciado Camilo Fernandes Costa e a verba de Cr$ 37.141,90 (resultado da "Primeira Coleta Missionária" cujo alvo era de Cr$ 25.000,00). No "Boletim da Junta de Missões Nacionais da Igreja Cristã Presbiteriana do Brasil - Ano I - Num. 1 - Maio de 1946", encontramos a seguinte informação "A estatística abaixo, referente ao ano passado (1945), dará, em números, uma idéia do progresso alcançado: 10 Campos, 9 Ministros, inclusive o Secretário Executivo (Rev. José Carlos Nogueira); 1 Igreja, 2 Congregações Presbiteriais, 104 Pontos de Pregação; 678 Membros Comungantes; 639 Não Comungantes; 33 E. Dominicais, com 1529 alunos; 13 Sociedades Femininas, com 185 sócias; 4 Uniões da Mocidade, com 79 sócios; 4 Ligas Juvenis, com 92 sócios; arrecadação de Cr$ 104.206,30 e propriedades, no valor de Cr$ 212.500,00" Uma testemunha do envio do primeiro missionário da JMN, é a irmã Leonilda Olivetti Steffen (viúva do Rev. Walter Steffen 1917-1999). Esta querida irmã estava presente no culto em que o licenciado Camilo Fernandes Costa foi comissionado para o trabalho em Tanabi-SP, ela se lembra que o hino entoado pela igreja foi "Quero ser um vaso de bênção" e, na sua opinião, esta é a melhor definição da JMN: "Um vaso de bênção escolhido de Deus, para as novas levar aos perdidos". O trabalho deste vaso de bênção é relatado em dois bons livros: a "História da Igreja Presbiteriana do Brasil" - Vol. II, do Rev. Júlio Andrade Ferreira (CEP - SP) e "A Younger Church in Search of Maturity: Presbyterianism in Brazil from 1910 to 1959" de Paul Everett Pierson (Trinyty University Presss - San Antonio 1974). Em seu livro, Pierson relata que em 1957 a JMN já havia construído 27 templos presbiterianos.
No começo, a JMN foi mantida pela Igreja Presbiteriana do Brasil, Missões de New York e Nashville - USA, mas gradualmente os presbiterianos brasileiros passaram a financiar todo o trabalho com ofertas missionárias. As campanhas de ofertas missionárias sempre contaram com a participação de toda a Igreja Presbiteriana do Brasil e isto pode ser comprovado pelo seguinte trecho do já citado Boletim da JMN de No 1, referente à campanha de 1945 "...choveram ofertas, grandes e pequenas, que atingiram ao grande total de Cr$ 145.603,90 como a que dizer: Sim, soou a hora em que o nosso Mestre nos manda completar a ocupação de nossa Pátria para o seu Reino." Ainda hoje todos nós somos responsáveis por incentivar e assegurar os recursos que levem adiante o trabalho missionário no Brasil. Vamos apoiar esta obra que não é de homens, mas de Deus. As campanhas permanentes da JMN fornecem a oportunidade para manifestarmos nosso amor por Missões. A JMN entra na "terceira idade" cheia de esperança e motivação; sua idade lhe traz experiência e faz crescer a visão de alcançar o povo brasileiro para Cristo. A graça de Deus e a dedicação missionária de homens e mulheres consagrados formam a energia de nossos 64 anos, como diz Bruce Barton: "As grandes realizações só foram alcançadas por aqueles que acreditavam possuir, dentro de si, entusiasmo superior às circunstâncias". Agradecemos a Deus as bênçãos alcançadas, parabéns a todos que fizeram os primeiros 64 anos da JMN e, ao nosso Deus, a fervorosa oração "Faze-nos vasos de bênçãos, Senhor..." |
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Todos precisamos de Deus |
 | Entrevista: Ronaldo Lidório
Todos precisamos de Deus, seja numa floresta sem fim, seja num condomínio fechado
Precoce é a pessoa que faz alguma coisa antes do tempo esperado. É o caso do mineiro de Nanuque que se converteu aos 7 anos de idade durante uma escola bíblica de férias ministrada pela própria mãe; que se despertou para o trabalho missionário aos 14 anos ao ouvir uma pregação do próprio pai; que ingressou num seminário teológico logo após completar 18 anos; que se formou em teologia e casou-se um mês depois de comemorar o 23º aniversário; que arrumou as malas e se mudou com a esposa (ele com 26 anos e ela com 24) para uma aldeia bem no interior de um país africano para prestar assessoria à igreja Konkomba em Gana e consultoria antropológica e missiológica a países da África e da América do Sul; que traduziu o Novo Testamento inteiro para uma das línguas dos Konkomba em sete anos e meio; cujo nome já está no Who's Who in the World. Desde 2001, Ronaldo Almeida Lidório, 40 anos, casado com a enfermeira e obstetra Rossana Vivianne Gassett Lidório, 38, tem se dedicado ao plantio de igrejas, à análise lingüística e tradução da Bíblia e ao desenvolvimento humano e social na Amazônia indígena. O casal tem uma filha de 12 anos e um filho de 10, e mora em Manaus. Esta entrevista começou em Viçosa, MG, logo após o curso de antropologia missionária que Lidório ofereceu no Centro Evangélico de Missões (CEM), em setembro de 2006, e terminou em São Gabriel da Cachoeira, AM, imediatamente antes de o jovem missionário embrenhar-se mais uma vez numa área indígena.
Ultimato - O que você é: missionário, missiólogo, antropólogo, indigenista? Lidório - A convicção do chamado ministerial é o que enche meu coração. A antropologia e a missiologia são instrumentos de trabalho muito úteis em diversas situações e projetos, porém estar envolvido com a missão de Deus para a minha vida é insubstituível. Nas palavras de Woodford, títulos e funções não saciam nossa alma. Apenas a certeza de seguir o caminho de Deus o faz. Sou missionário.
 Ultimato - A população indígena, que diminuía a cada ano no Brasil, voltou a crescer. Qual é a explicação? Lidório - Calcula-se que havia 1,5 milhão de indígenas em 1500, os quais somam hoje pouco mais de 350.000, configurando um dos maiores processos etnofágicos nos últimos 500 anos. Porém, a população indígena, que diminuía a cada ano, voltou a crescer de forma animadora nas últimas décadas. A existência de programas de saúde que previnem e tratam as doenças em geral, e também as mais específicas como a malária, possuem uma contribuição acentuada. Programas de subsistência têm auxiliado ao prover mais proteínas e vitaminas em áreas indígenas onde o alimento se resumia quase que puramente ao carboidrato. A presença missionária também é responsável por inúmeros programas de desenvolvimento humano porém sua principal marca social é a valorização da língua materna, provendo grafia e gerando programas de alfabetização que asseguram a identidade lingüística e, conseqüentemente, cultural, em diversas etnias. Há casos, como o dos Dâw do Amazonas, em que os missionários da Associação Lingüística Evangélica Missionária (ALEM) realizaram um verdadeiro resgate lingüístico-cultural. Era uma etnia que pouco falava sua língua, vivia dispersa e excluída em um contexto urbano e quase perdera por completo sua identidade indígena. Ao encontrá-los hoje, vivendo em sua aldeia com alegria e dignidade, é visível o sentimento de cidadania e humanização. Falam sua língua com prazer e a ensinam aos seus filhos. Viver sua própria cultura os define como gente perante um universo onde outros também expressam abertamente seus valores culturais. Identidade cultural faz bem à alma.
Ultimato - Entre os indígenas há algum controle de natalidade? Lidório - De forma geral ter filhos é sinônimo de abundância e força social, portanto não há preocupação em evitá-los. Porém, em casos especiais que envolvem alguma limitação de saúde ou algum tabu ligado a uma pessoa ou a um clã, desenvolve-se o controle de natalidade. No caso dos Miranha, por exemplo, o controle é praticado pela observação dos ciclos da lua em relação ao período fértil feminino. Para os Tariano, pode-se também evitar uma gravidez indesejada através de poções xamânicas que funcionam como contraceptivos.
Ultimato - Você está fazendo o mapeamento da região amazônica. Qual a finalidade do mapeamento? Lidório - Estou envolvido na pesquisa de algumas áreas. O objetivo central é identificar ajuntamentos humanos com graves carências sociais e espirituais. As estatísticas convencionais que definem os agrupamentos indígenas não expressam em profundidade a situação social, o índice de preservação lingüística, o relacionamento intercultural com outras etnias da região e com os não-indígenas, entre outros. Esses dados são importantes para o desenvolvimento de programas cujo objetivo seja contribuir de maneira relevante com esta realidade. A ONG ATINI, por exemplo, que luta contra o infanticídio que ocorre em abundância no contexto indígena brasileiro, é resultado de longa observação por parte da JOCUM dessa prática social entre o povo Suruwahá e outros grupos. A pesquisa ajuda-nos a identificar os pontos de tensão e a participar na solução de conflitos.
Ultimato - Quantos grupos indígenas temos hoje no território nacional? Pode haver outros? Lidório - Os dados divergem de uma listagem para outra por considerarem, ou não, alguns grupos ainda não reconhecidos oficialmente como indígenas. Creio ser seguro, porém, pensarmos em 258 grupos indígenas com identidade definida no Brasil, além de outros cinqüenta ainda isolados. Grupos isolados são aqueles que não possuem contato com o mundo externo, e normalmente não se sabe se são uma variação cultural de um grupo já reconhecido ou se são novos. Muitos grupos indígenas estão em fase de extinção - extinção não necessariamente populacional, mas cultural e lingüística. Aryon Rodrigues estima que, na época da conquista do Brasil, eram faladas 1.273 línguas, ou seja, perdemos 85% de nossa diversidade lingüística em 500 anos. Das línguas sul-americanas, 27% já não são aprendidas pelas crianças. Esta é uma extinção silenciosa que mata não apenas a língua mas também a identidade e a esperança de muitos povos.
Ultimato - Você é a favor da tradução da Bíblia para grupos lingüísticos reduzidos, com uma população de cem falantes, por exemplo? Por quê? Lidório - O critério bíblico segundo o qual uma alma vale mais do que o mundo inteiro mostra que na economia de Deus a carência de um único indivíduo é o suficiente para qualquer esforço. E, se observarmos a tradução bíblica de perto, veremos que ela não é um processo isolado, mas uma atividade associada à grafia de uma língua, sua análise, desenvolvimento de cartilhas, alfabetização e fomentação de registros históricos e culturais pelo próprio povo, que contribuem para sua afirmação humana e social. Quando um povo lê a Bíblia em sua língua materna, este exercício possui um profundo valor tanto espiritual quanto sociocultural. Desta perspectiva, talvez a tradução bíblica seja ainda mais prioritária para os grupos minoritários, mais suscetíveis à perda lingüística e cultural, do que para os grandes grupos. Na África tivemos contato com o casal Stevenson, que traduzia a Bíblia para um grupo de quatorze pessoas cuja língua era uma variação lingüística dos Bikuln. Gastaram ali mais de 25 anos de suas vidas e, ao entregarem um dos livros do Novo Testamento nas mãos de um jovem da tribo, ele afirmou que entendera que o amor de Deus não é proporcional ao tamanho da tribo, pois Deus ama igualmente uma grande etnia e um pequeno grupo de quatorze pessoas. Creio que ele entendeu bem.
 Ultimato - O sonho indígena de uma terra sem males pressupõe que os indígenas acreditam na vida após a morte? Eles têm alguma noção da ressurreição do corpo? Lidório - Várias culturas indígenas possuem uma cosmologia definida pelo aquém e pelo além, a qual inclui o conceito de vida eterna em uma terra sem males. Esta cosmovisão mais escatológica da vida pode ser identificada não apenas entre os indígenas mas também em diversos outros grupos espalhados pela terra. Os Konkomba de Gana crêem que o pacham é um lugar para onde irão os que morrem já bem velhos e com muitos filhos. Os Chakali falam sobre o báthan como sendo o destino pós-morte de todo homem, sendo que aqueles que não enganaram o próximo terão comida em abundância. O restante viverá da boa vontade do primeiro grupo. A convicção de uma terra sem males entre os indígenas brasileiros é, em alguns casos, tão enfática que pode ser relacionada como uma das possíveis causas da abundância de suicídios. Quando um jovem se vê sem saída, ou envergonhado, ou ainda profundamente melancólico, por vezes opta pelo suicídio, não apenas como uma maneira de fugir do conflito pelo qual passa, mas movido também pela convicção de que o mundo pós-morte será melhor, sem dor. Há poucos registros, porém, sobre crenças ligadas à ressurreição do corpo em culturas indígenas.
Ultimato - Onde você passa mais tempo: com a família, em Manaus; com os indígenas, em suas tribos; ou em viagem pelos rios da Amazônia? Lidório - Neste ano nos mudamos para Manaus por ser um ponto central para nossas viagens e atividades no Norte. Como faço várias viagens por ano, dentro e fora do Amazonas, passo muito tempo fora de casa. As viagens fluviais na Amazônia são as mais longas, pois envolvem distâncias consideráveis. Porém aproveitamos bastante o tempo juntos em família. Quando estamos em casa, nossos filhos, Vivi e Ronaldo Junior, têm prioridade de tempo e atenção. Também temos um compromisso de passar de dois a três meses, a cada dois anos, na África para treinamento de liderança.
Ultimato - Como você se sente fora da chamada civilização, em plena mata, em contato com a beleza exuberante da natureza não poluída? Lidório - Tanto na África quanto na Amazônia, o sentimento de estar em um lugar remoto com pouca intervenção humana é fascinante. Observar o verde intocado da Amazônia, por exemplo, nos faz pensar muito no poder de Deus, Criador de algo tão belo e cativante. No entanto, depois de viver nesses ambientes mais distantes por algum tempo, perde-se um pouco do romantismo e os desconfortos da privação das facilidades nas quais fomos criados passam a ser mais sentidos. Em Gana, na África, passávamos até seis meses na aldeia viajando apenas duas vezes por ano para uma área urbana. Quando chegávamos à capital, Accra, meu maior prazer era apertar um interruptor e ver a luz acender. O de Rossana era abrir uma torneira e ter água corrente. Quando perguntávamos ao meu filho caçula, ainda pequenino, do que ele sentia falta na aldeia, ele respondia: Do McDonald's!
Ultimato - Segundo dados do governo, em 2005 16.700 quilômetros quadrados da floresta amazônica foram transformados em terras agricultáveis, com a derrubada de 1 bilhão de árvores. A Amazônia poderá vir a ser uma região independente do Brasil por sua importância no cenário mundial? Lidório - A destruição da floresta é assunto preocupante, porém não ocorre de maneira uniforme na Amazônia. Em algumas áreas indígenas, como no Alto Rio Negro, por exemplo, não é perceptível. Nos arredores de Porto Velho, Rondônia, é evidente. Creio que o problema está localizado especialmente próximo a centros urbanos, onde se escoa mais facilmente a madeira, e em setores de expansão agrícola, onde há grandes queimadas. Não creio que a Amazônia venha a ser independente justamente por sua importância nos cenários mundial e, conseqüentemente, nacional. Penso que o desenvolvimento da política de conservação ambiental só acontecerá quando ela for trabalhada com a população local - que é a única capaz de coibir o desmatamento, seja por não praticá-lo, seja por fiscalizar aqueles que o praticam. Políticas externas dissociadas de uma consciência local não surtirão efeito.
Ultimato - A relação entre a FUNAI e as missões indígenas está melhor agora? Lidório - Minha impressão é que há uma boa relação que caminha para se consolidar. O trabalho da FUNAI é relevante e desafiador, tendo em mente a diversidade étnica indígena no Brasil e sua função de fiscalizá-la. Hoje vivemos um momento em que também cresce o movimento missionário formado pelos próprios indígenas. O CONPLEI (Conselho Nacional de Pastores e Líderes Indígenas) tem demonstrado de forma acentuada essa força. Costumo dizer que a necessidade humana é a mesma, em qualquer cultura e contexto, e é preciso juntar forças para minimizá-la. Apenas a roupagem muda. Ao lembrar-me do indígena excluído e discriminado, sem alimento nem dignidade, nas margens do rio Solimões, percebo nele a mesma dor e constrangimento do rapaz urbano e também excluído, sentado na calçada em uma rua de Recife, invisível na multidão. Jesus, ao falar sobre um homem judeu caído ao longo do caminho e socorrido por um samaritano, nos aponta que as crises humanas são idênticas e ocorrem em qualquer sociedade. Muda apenas a roupagem externa, como língua, cultura, cosmovisão e contexto.
Ultimato - Quando o reitor do Seminário Presbiteriano do Norte sugeriu que você trancasse a matrícula e passasse um ano na África, para testar a sua vocação missionária, como você reagiu? Foi nessa ocasião que você começou a se interessar pela tradução do Novo Testamento na língua dos Konkomba de Gana e Togo? Lidório - O rev. Francisco Leonardo é um homem de muita influência em minha vida. Sua conciliação de conhecimento teológico com piedade e vida cristã é marcante. Quando sugeriu que eu testasse minha vocação passando um ano na África juntamente com outro colega, Alfredo de Souza, recebi como uma oportunidade dada por Deus, pois poderia ver de perto missionários experientes que atuavam em plantio de igrejas, tradução da Bíblia e desenvolvimento social. Esta experiência foi confirmadora e percebi que nada mais encheria meu coração. Ali, vendo o quanto a Palavra de Deus abençoa um povo, nasceu o desejo de trabalhar também com tradução bíblica. Certa ocasião vi uma família inteira, da etnia Balanta em Guiné-Bissau, sentada ao redor de uma fogueira numa noite sem luar, lendo atentamente alguns trechos sobre Jesus nos Evangelhos e traduzindo como lições para sua vida diária. Esta cena foi transformadora. Todos nós precisamos de Deus. Seja em uma floresta, seja em um condomínio fechado.
Ultimato - Qual foi o trabalho que você e Rossana desenvolveram em Gana na década de 90? Lidório - Fomos para Gana em 1993 e lá permanecemos até 2001, quando viemos trabalhar na Amazônia. Na África atuamos com a etnia Konkomba-Limonkpeln, uma das quatro etnias Konkomba, com plantio de igrejas e tradução bíblica, e desenvolvimento de projetos sociais na área de educação e saúde. Pela graça de Deus há hoje ali 23 igrejas, pastoreadas por cinco pastores Konkomba. Várias delas foram plantadas por iniciativa do próprio povo. A clínica médica, que atende mais de 6 mil pessoas por ano, e as escolas, que educam mais de 400 crianças, são totalmente dirigidas pelos Konkomba. Um dos ministérios naquele lugar que encheu nosso coração foi a tradução do Novo Testamento para a língua Limonkpeln. Fomos despertados para essa necessidade porque no início os crentes vinham de aldeias distantes para participar de estudos bíblicos na aldeia onde morávamos, Koni. Passavam alguns dias conosco e memorizavam versículos que transmitiriam a outros. Uma mulher veio de Kadjokorá, uma aldeia que ficava a quatro dias de caminhada. Ela também memorizou os treze versículos e participou do encontro. Voltando para sua aldeia, depois de dois dias de caminhada, ela esqueceu um dos versos. Não pensou duas vezes. Voltou aonde estávamos e disse que estava ali porque a Palavra de Deus era preciosa demais para se perder ao longo do caminho. Memorizou de novo o verso e recomeçou sua jornada de quatro dias de caminhada para casa. Naquele momento nos comprometemos com a tradução do Novo Testamento para o Limonkpeln, que, pela graça de Deus, foi entregue em outubro de 2004 em uma linda festa com cerca de mil Konkombas louvando a Deus sob a sombra de algumas mangueiras. |
fonte:http://www.ultimato.com.br/?pg=show_artigos&artigo=1271&secMestre=1338&sec=1353&num_edicao=303 Clamor pelos cristãos da Índia
Amados Pastores e Amigos: Sabemos o poder que tem a oração e por isto escrevemos para os amados para que possam se unir conosco em mais uma batalha que se esta levantando na India. Há vários meses teve início uma forte perseguição na India da parte dos hindus contra os cristãos. No Estado de Orissa, já são mais de 40 igrejas que foram queimadas. Famílias cristãs foram separadas pela perseguição. Muitos ainda estão refugiados nas florestas do estado. Alguns orfanatos foram atacados e as crianças, para não serem atacadas, esconderam-se na mata. Algumas ainda estão desaparecidas. Um freira foi estuprada e queimada num dos orfanatos. Esta perseguição está se espalhando para outras regiões da Índia e alguns dias atrás um dos nossos pastores foi atacado com fortes golpes na cabeça e nós do RAM recebemos uma intimação para comparecer a um dos escritórios do governo federal em Varanasi para dar esclarecimentos sobre o que estamos fazendo ali. Sabemos que temos este contato com o prefeito, mas como isto é uma perseguição que está atingindo vários estados da Índia, de hindus contra cristãos, não cremos que seríamos sábios em pedir a ajuda de um prefeito hindu, pois caso ele descubra que a além do orfanato, nós temos igrejas, isto poderia criar futuros problemas para o orfanato. Por isto escrevemos a todos vocês para que se unam conosco em mais uma batalha espiritual, clamando pela segurança das crianças e por todos que trabalham no orfanato como também por todos pastores e irmãos em Cristo. Na Seara do Mestre, Dr. Gustavo Melo www.rasiaministries.org www.rasiaministries.org/princesas O Leão, o Leopardo, a Píton e o pequeno Kintano | | | |